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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Busque o Senhor

"Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas (comida e vestimenta - o básico) lhes serão acrescentadas. Portanto não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal." Mateus 6.33,34 (NVI)



Jesus estava falando com seus discípulos sobre a importância de se dedicar ao Senhor. Ao contrário do que somos tentados a pensar, quanto mais nos dedicamos ao Senhor (oramos, lemos a Bíblia, vamos à igreja, temos comunhão com Jesus e com os irmãos e, principalmente, anunciamos a Palavra a outros) mais Deus cuida de nossa vida.


Sei que, como seres limitados, temos a tendência de ficarmos preocupados (ocupar a mente antecipadamente), ansiosos em demasia, mas a ansiedade é um pecado contra Deus porque dizemos a Ele que não confiamos em Seu poder... não cremos que Ele agirá.


Quando fui convidado a dedicar-me integralmente ao ministério pastoral tive de tomar uma decisão muito difícil, visto que era gerente comercial de uma empresa de TI. Possuía um bom salário e uma carreira promissora pela frente. Mas o chamado de Deus e o amor pela obra do Senhor foram mais fortes e resolvi deixar tudo isso de lado para seguir fazer o que meu Mestre mandara.

Confesso que não foi nada fácil. "Mas Senhor, logo agora!?!?!", foi minha pergunta. "Sim meu filho, agora! Não se preocupe, cuidarei muito bem de você. Lance sua ansiedade sobre mim! Algum dia já o abandonei?", respondeu o Senhor.

E de fato, desde que tomei esta decisão, não tenho falta de nada porque quem me chamou é fiel. E quanto mais me dedico, mais vejo o Senhor agir em meu favor. Porque, como diz Isaías 64.4 "Desde os tempos antigos ninguém ouviu, nenhum ouvido percebeu, e olho nenhum viu outro Deus, além de ti, que trabalha para aqueles que nele esperam".

Busque o Senhor e espere o melhor, porque Ele agirá.


Quero abençoar sua vida com uma canção da Comunidade da Zona Sul: http://www.youtube.com/watch?v=FvStMU9_csY

Pr Josué Praça
http://josuepraca.blogspot.com/
Siga-me no Twitter @PrJosuePraca

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Adoração é sacrifício.

Quero compartilhar com você alguma coisa sobre a adoração ao Deus Todo Poderoso, criador dos confins da terra e dos lugares mais inexplorados dos céus. Se há uma palavra com a qual podemos definir a adoração, tal palavra é SACRIFÍCIO. Repita em voz alta: SACRIFÍCIO.



Sacrifício significa dar a Deus algo que nos custa alguém ou alguma coisa. Ele é uma demonstração, uma forma de materializar a nossa fé, nossa perseverança. Quando Araúna ofereceu ao rei Davi os bois, a lenha para oferecer sacrifício ao Senhor afim de parar a praga que estava assolando o seu povo, ele não aceitou e explicou o porque: “não posso oferecer ao Senhor algo que não tenha me custado nada (2 Samuel 24:16-24). O melhor dia para ir ao ajuntamento do povo de Deus para adorá-lo é aquele em você olha e diz: “hoje está difícil, hoje eu não poderia…” A melhor oferta é aquela em que você sabe que está te custando alguma coisa: O Senhor é digno, Aleluia! As vezes abrir de relacionamentos errados por causa do temor do Senhor é muito doloroso, mas, o Senhor é Santo, Aleluia!

Gênesis 22:1-19 “Depois dessas coisas, pôs Deus Abraão à prova…


Quando Deus te chama para adorá-lo, para sacrificar a Ele, acredite em mim, o teu carácter, ou seja, a tua fé, a tua perseverança estarão sendo provados.

…pôs Deus Abraão à prova e lhe disse: Abraão! Este lhe respondeu: Eis-me aqui! 2 Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei. 3 Levantou- se, pois, Abraão de madrugada e, tendo preparado o seu jumento, tomou consigo dois dos seus servos e a Isaque, seu filho; rachou lenha para o holocausto e foi para o lugar que Deus lhe havia indicado…

Deus indica como, quando e de que forma Ele deseja ser adorado, porém, cabe ao adorador prover-se do suprimento material necessário para a adoração.

4 Ao terceiro dia, erguendo Abraão os olhos, viu o lugar de longe. 5 Então, disse a seus servos: Esperai aqui, com o jumento; eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós…

É tremendo quando cremos nos propósitos de Deus. Deus havia prometido a Abrão, que Isaque, e não Ismael, seria o seu herdeiro e que a partir dele surgiria uma grande nação (Gênesis 17). Isaque nasce através de um grande milagre e, quando adolescente Deus o pede em sacrifício. Isto nos fala algumas coisas:

1. Isaque não pertencia a Abraão, visto que, se não por um grande milagre ele nem mesmo existiria;
2. Os anos foram passando e Abraão foi se apegando a Isaque… “o filho a quem amas”… a ponto de pensar que o mesmo lhe pertencesse, mesmo sabendo que ele existia por causa de um milagre, por causa de um propósito, por causa de Deus. Muitas vezes isto acontece conosco, principalmente concernente ao ministério. Deus nos dá algo para fazer para Ele e, com o tempo confundimos as coisas e pensamos que aquilo nos pertence.
3. Abraão creu que o propósito de Deus para Isaque era maior que a própria morte. Se ele morrer, dizia ele, Deus o ressuscitará. A fé levada ao extremo.
6 Tomou Abraão a lenha do holocausto e a colocou sobre Isaque, seu filho; ele, porém, levava nas mãos o fogo e o cutelo. Assim, caminhavam ambos juntos. 7 Quando Isaque disse a Abraão, seu pai: Meu pai! Respondeu Abraão: Eis-me aqui, meu filho! Perguntou- lhe Isaque: Eis o fogo e a lenha, mas onde está o cordeiro para o holocausto? 8 Respondeu Abraão: Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto; e seguiam ambos juntos. 9 Chegaram ao lugar que Deus lhe havia designado; ali edificou Abraão um altar, sobre ele dispôs a lenha, amarrou Isaque, seu filho, e o deitou no altar, em cima da lenha; 10 e, estendendo a mão, tomou o cutelo para imolar o filho. 11 Mas do céu lhe bradou o Anjo do SENHOR: Abraão! Abraão! Ele respondeu: Eis-me aqui! 12 Então, lhe disse: Não estendas a mão sobre o rapaz e nada lhe faças; pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho.…


“Agora sei que temes a Deus…” A nossa fé sempre será levada ao nível da prova. Por mais que você “sinta” que ama a Deus, esse amor sempre será conduzido para ser provado. O seu temor a Deus sempre será provado. Espere por isto, passe bem pelo processo, seja provado, seja aprovado, receba sua coroa. Coroa não é uma recompensa. Ela representa autoridade para reinar em nome de Deus.


…pois agora sei que temes a Deus, porquanto não me negaste o filho, o teu único filho. 13 Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho. 14 E pôs Abraão por nome àquele lugar—O SENHOR Proverá. Daí dizer-se até ao dia de hoje: No monte do SENHOR se proverá. 15 Então, do céu bradou pela segunda vez o Anjo do SENHOR a Abraão 16 e disse: Jurei, por mim mesmo, diz o SENHOR, porquanto fizeste isso e não me negaste o teu único filho, 17que deveras te abençoarei e certamente multiplicarei a tua descendência como as estrelas dos céus e como a areia na praia do mar; a tua descendência possuirá a cidade dos seus inimigos, 18 nela serão benditas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz. 19 Então, voltou Abraão aos seus servos, e, juntos, foram para Berseba, onde fixou residência.”

Ou, seja, Deus já havia abençoado a Abraão (Gênesis 17), mas, para que a bênção, a promessa de Deus fosse de fato estabelecida Ele precisava provar a fé e a perseverança de Abraão. A fé foi provada na circuncisão, que equivale ao baptismo nas águas hoje (Colossenses 2:11,12). A perseverança foi provada no sacrifício de Isaque. A promessa de Deus para nossas vidas somente será materializada a medida em que o nosso sacrifício, nossa adoração a Ele, em função disso for materializada.


Hoje, a morte do nosso Senhor Jesus Cristo garantiu o nosso livre acesso aa presença de Deus. Entremos, pois, em Sua presença com sacrifícios, com adoração. (Salmos 50:5)


Espero que estas simples palavras sirvam para sua edificação pessoal. Lembrando que toda palavra para surtir efeito necessita ser levada para as vias de fato, para a prática. Existem áreas em tua vida sobre as quais Deus já tem requerido de ti algum sacrifício. Procure indentificá-las e, meu querido, minha querida, faça o que é preciso fazer. Há uma coroa, uma posição de autoridade esperando por você.

Bendiciones.



Antonio Cirilo

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Você precisa ver-se como Deus o vê.


“Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”
2 Coríntios 3.18

                Tendo aprendido o que fazer para realizar a obra de Deus, é preciso manter os olhos na habilidade do Senhor e enxergar a nós mesmos como Deus nos vê.
                Não devemos subestimar a nós mesmos. Talvez você ache que é um simples soldado no poderoso exército de Deus, mas são necessários muitos soldados para formar um exército e vencer a guerra! Não acredite no Diabo quando ele disser que você desempenha um papel insignificante na Igreja. A sua tarefa é seguir as ordens de Deus, utilizando todos os talentos que Ele lhe concedeu. Deus lhe escolheu com um propósito e irá transformar a sua vida até que ela se torne uma fortaleza do Reino de Deus, onde o Senhor o colocar. Entretanto, só conseguiremos isso quando enxergarmos como Deus nos vê.
                A Igreja não nasceu de uma pregação eloqüente, mas do poder do Espírito de Deus, manifestado na vida de homens e mulheres, seres humanos como nós, que afastaram os olhos das suas fraquezas e de seus fracassos, fixando-os no poder da graça de Deus e de sua Palavra.
                Quando lemos a respeito dos grandes heróis da fé, que derrubam reinos, que fecharam a boca de leões, que se mostraram valentes na batalha, que escaparam ao fio da espada e que caminharam pelo fogo, esquecemo-nos de que todos eles cometiam erros e tinham fraquezas e dúvidas como nós. Tinham problemas e enfrentavam tribulações. Mas confiaram em Deus e venceram tudo isso.
                Deus não nos vê como somos. Ele vê o tipo de pessoa em que pode nos transformar-nos. Precisamos ver-nos como o Senhor nos vê. Satanás comemora quando nos condenamos e menosprezamos. Ele sabe o que pode acontecer quando os filhos de Deus se dão conta de quem realmente são em Cristo. Quando isso acontece tornamo-nos TESTEMUNHAS, “vasos” poderosos que realizam a obra de Deus!
                Quando você se dedicar a suprir as necessidades dos outros ao seu redor, não pense em sua fraqueza ou na grandiosidade da tarefa que Deus lhe incumbiu. Em vez disso, olhe para a grandeza do Senhor! As fraquezas impedem-nos de enxergar o poder de Deus. Se você ficar pensando em seus defeitos, o Diabo irá usá-los para levá-lo a derrota. A sua vitória consiste em manter os olhos na GRANDEZA de DEUS. O Senhor vê as nossas fraquezas como uma oportunidade para Ele manifestar o seu poder em nossa vida. 
 “E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo”
2 Coríntios 12.9.

                Depois que afastarmos os olhos das nossas fraquezas e de nossos erros e olharmos para além da tradição, até perceber a força, o poder e a vontade de Deus operando em nossa vida, seremos transformados, assim como aconteceu com Pedro, Paulo, Tiago, João e os outros discípulos. Dessa maneira, tornamo-nos TESTEMUNHAS, demonstrando que Jesus é realmente quem afirma ser o dando provas de que Ele não está morto, de que o que afirmamos a respeito dele é mais que uma história interessante, escrita milhares de anos atrás. Se você já foi batizado (totalmente imerso) no Espírito Santo, o mesmo poder que estava presente na vida dos discípulos irá fluir através de você.
Continua....

Estudo retirado da Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira, pag. 1512.
As referências bíblicas estão na versão ACF (Almeida Corrigida e Revisada Fiel).

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Fome - Juliano Son - Livres Pra Adorar



"...em nós opera a morte, mas em vós a vida"


"E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também em nós.
De maneira que em nós opera a morte, mas em vós a vida" 2 Coríntios 4: 11-12

O que temos feito pelas vidas que estão se perdendo a cada dia?
Será que estamos preocupados com as famílias que estão sendo destruídas por não conhecerem Cristo?
Ou será que estamos preocupados apenas com as bençãos que Deus nos prometeu, nos esquecendo daqueles
que nunca ouviram falar de Jesus?

Nossas igrejas estão cheias. Mas estão cheias de crentes que só se preocupam com suas vidas medíocres.
Estão cheias de pregações de bençãos financeiras, e estão esquecendo de pregar o NEGUE-SE A SI MESMO.
Estão esquecendo de pregar o que está escrito em Mateus 10:39 que diz:
"Quem achar a sua vida perdê-la-à; e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-à"
Estão esquecendo que fomos chamados para levar vida aos que estão mortos no mundo, não fomos chamados
para ir simplesmente a igreja e ficar sentado ASSISTINDO o culto.

Fomos chamados para levar vida até as nações.
Mas será que é isso que temos feito? Será que estamos verdadeiramente preocupados com as almas que estão morrendo
nas drogas, na prostituição, etc...? Temos que deixar de lado o nosso eu, temos que morrer para nós mesmos para que
vidas possam ser alcançadas.

O que você sente quando pensa nas pessoas que estão morrendo sem Cristo? O que sente? Tristeza? Porque eu fico
triste quando a corda do meu violão arrebenta, mas quando penso nas almas sinto angústia, dor, aflição.
Temos que ser profetas em nossa geração, não fomos chamados para ficar sentados fomos chamados para ir.
Deus quer te enviar até essa pessoas. Deus quer te dar amor por pessoas que você nem mesmo conhece. Ele está te chamando.
Não fique acomodado. Morra cada dia um pouco para que vidas possam ser geradas.

"Conjuro-te pois diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda
e no seu reino, que pregues a palavra, inste a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exorte, com toda a
longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos,
amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando
às fábulas. Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra dum evangelista, cumpre o teu ministério"
2 Timóteo 4: 1-5


Thais Moreira (C.E.T.V.)

Fé

"Essas provações são para mostrar que a fé que vocês têm é verdadeira. Pois até o ouro, que pode ser destruído,
é provado pelo fogo. Da mesma maneira, a fé que vocês têm, que vale muito mais do que o ouro, precisa ser provada
para que continue firme..." 1 Pedro 1: 7

Em sua Primeira Carta, Pedro escreve aos cristão que estão em cinco províncias romanas e que estão passando por
momentos de grande aflição, pois estão sendo perseguidos por causa de sua fé. No versículo 7 ( que está acima ),
Pedro mostra aos cristão daquela época que é através das suas provações que a fé é aprovada. Isso já faz séculos
que foi escrito, mas continua valendo e é tão eficaz quanto no passado.

O que estou tentando mostrar para vocês é que nossa fé precisa de momentos como este de grande tribulação e aflição
para crescer e amadurecer. As provas não servem para nos reprovar e sim para nos fazer crescer. Ou você pensa que Deus
quer te perder? Que Ele não está preocupado? A Bíblia fala que Ele não nos dá fardo maior do que podemos suportar, se
vocês estão passando por isso é porque vocês podem, é porque vocês conseguem carregue sua cruz até o fim e não tenho
dúvidas de que Ele está contigo, ou você pensa que conseguiu chegar até aqui com essa cruz sozinho? Lembre-se que Jesus
carregou uma cruz por nós, mas ele não carregou até o fim sozinho, ele precisou de ajuda não porque Ele era fraco, não
porque Ele estava machucado, sangrando, não, porque Ele talvez pudesse carregar sozinho, mas quis nos mostrar que
dependemos sempre de alguém que nos ajude, que não chegamos a lugar algum sozinhos e que é muito melhor quando
compartilhamos nossas dores. E para esse Alguém te ajudar é necessário fé.

Não veja esse momento difícil da sua vida como uma coisa ruim, mas como uma oportunidade de amadurecimento espiritual e
pessoal, e como um momento de experiência . Ele está te lapidando por meio das lutas, e por mais que esse processo venha doer
e venha tirar pedaços, vai ser melhor assim.
Continuem firmes não visando somente a glória eterna, mas visando o sacrifício de um cordeiro Santo e sem maculas por você
pecador, ou melhor por nós pecadores.

" Pois você sabem o preço que foi pago para livrá-los da vida inútil que herdaram dos seus antepassados. Esse preço não foi
uma coisa que perde seu valor como o ouro e a prata. Vocês foram libertados pelo precioso sangue de Cristo, que era como
um cordeiro sem defeitos nem manchas." 1 Pedro 1: 18-19

Thais Moreira

Adoração - Arthur W. Pink

Uma das falácias mais solene e destruidora de almas nestes dias é a idéia de que almas não-regeneradas são capazes de adorar a Deus. Provavelmente a razão maior pela qual este erro tem ganho tanto espaço deve-se à imensa ignorância espalhada acerca da:

Natureza Real Da Verdadeira Adoração

As pessoas imaginam que, se elas freqüentarem um culto religioso, forem reverentes em seu comportamento, participarem do período de hinos, ouvirem respeitosamente o pregador, e contribuírem com ofertas, então realmente adoraram a Deus. Pobres almas iludidas... um engano que é levado adiante pelo falso-profeta e explorador do dia. Contra toda esta ilusão, temos as palavras de Cristo em João 4.24, que são surpreendentes em seu caráter restritivo e pungente: “Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.



A Vaidade Da Falsa Adoração

“Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim; em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens” (Marcos 7.6,7). Estas palavras solenes foram ditas pelo Senhor Jesus aos escribas e fariseus. Eles vieram a Ele com a acusação de que Seus discípulos não se conformavam às suas tradições e práticas em relação à pureza e lavagens cerimoniais. Em Sua resposta, Cristo expôs a inutilidade da religião deles...

Estes escribas e fariseus estavam levantando a questão do “lavar de mãos” cerimonial, enquanto seus corações permaneciam sujos perante Deus. Oh, querido leitor, as tradições dos antigos podem ser diligentemente seguidas, suas ordenanças religiosas observadas estritamente, suas doutrinas devocionalmente guardadas, e ainda assim a consciência jamais foi sondada na presença de Deus quanto a questão do pecado. O fato é que a religião é uma das maiores obstruções para a verdade de Deus abençoar as almas dos homens.

A verdade de Deus nos leva a um nível em que Deus e o homem são tão distantes quanto o pecado é da santidade: portanto, a primeira grande necessidade do homem é purificação e reconciliação. Mas a “religião” atua na suposição de que a depravação e culpa humanas podem ter relacionamento com Deus, podem aproximar-se dEle, e mais, adorá-lO e serví-lO. Por todo o mundo, a religião humana é baseada na falácia de que o homem pecador e caído pode ter um relacionamento com Deus. A religião é um dos principais meios usados por Satanás para cegar a humanidade quanto à sua verdadeira e terrível condição. É o anestésico do diabo para fazer pecadores perdidos sentirem-se confortáveis e tranqüilos em seu vil afastamento de Deus. A religião esconde deles Deus em Seu verdadeiro caráter – um Deus santo que é “tão puro de olhos, que não podes ver o mal, e a opressão não podes contemplar” (Hebreus 1.13).

Teremos muito esclarecimento em relação a este ponto de nosso assunto se considerarmos atentamente o abominável incidente registrado em Mateus 4.8,9: “Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares”.O diabo busca adoração. Quão poucos na cristandade estão alertas quanto a isto, ou percebem que as principais atividades do inimigo se mantêm na esfera religiosa!

Escute o testemunho de Deuteronômio 32.17 – ”Sacrifícios ofereceram aos demônios, não a Deus; aos deuses que não conheceram”. Isto se refere a Israel em seus primeiros dias de apostasia. Escute agora I Coríntios 10.20 “Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus”. Que luz isto nos lança sobre a idolatria e abominações do paganismo! Ouça mais uma vez II Coríntios 4.4 “Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Isto significa que Satanás é o inspirador e dirigente da religião do mundo. Sim, ele busca adoração, e é o promotor principal de toda falsa adoração.

A Exclusividade Da Verdadeira Adoração

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4.24). Este “importa” é definitivo; não existe alternativa, não há escolha neste assunto. Não é a primeira vez que temos esta palavra profundamente enfática no Evangelho de João. Existem dois versículos notáveis em que isto ocorre anteriormente. “Não te maravilhes de te ter dito:Necessário vos é nascer de novo” (João 3.7). “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado” (João 3.14). Cada uma dessas três “necessidades” é igualmente importante e inequívoca. (N.T.: Em inglês a palavra sempre é “must”).

A primeira passagem faz referência a Deus Espírito, pois é Ele quem regenera. A segunda refere-se à obra de Deus Filho, pois foi Ele quem fez a expiação pelo pecado. A terceira faz referência a Deus Pai, pois é Ele quem procura adoradores (João 4.23). Esta estrutura não pode ser alterada:apenas aqueles que nasceram do Espírito, que repousam sob a obra expiatória de Cristo, que podem adorar o Pai.

Citando novamente as palavras de Cristo à religiosidade de Seus dias, “Este povo honra-me com os lábios, Mas o seu coração está longe de mim; Em vão, porém, me honram” (Marcos 7.6,7); Ah, meu leitor, o mundano pode ser um filantropo generoso, um religioso sincero, um denominacionalista zeloso, um membro de igreja devoto, um assíduo participante da comunhão, ainda assim ele não é mais capaz de adorar a Deus que um mudo é de cantar. Caim tentou e falhou. Ele não foi irreligioso. Ele “trouxe do fruto da terra uma oferta ao SENHOR.” (Gênesis 4.3), mas “Mas para Caim e para a sua oferta [Deus] não atentou”. Por quê? Porque ele se recusou a aceitar sua condição incapaz e sua necessidade de um sacrifício expiatório.

Para se adorar a Deus, Deus deve ser conhecido: e Ele não pode ser conhecido a não ser por Cristo. Muito pode ser ensinado e crido sobre um “Deus” teórico ou teológico, mas Ele não pode ser conhecido à parte do Senhor Jesus. Ele disse “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.” (João 14.6). Portanto, é uma crença artificial pecaminosa, uma ilusão fatal, uma farsa maligna, levar pessoas não-regeneradas a imaginarem que elas podem adorar a Deus. Enquanto o pecador permanece longe de Cristo, ele é “inimigo” de Deus, um filho da ira. Como então poderia ele adorar a Deus? Enquanto permanece em seu estado não-regenerado ele está “morto em seus pecados e delitos”. Como, então, ele pode adorar a Deus?

O que foi dito acima é quase universalmente repudiado hoje, e repudiado em nome da Religião. E, repetimos, religião é o principal instrumento usado pelo diabo para enganar almas, ao insistir – não importa que seja a “religião budista” ou a “religião cristã” – que o homem, ainda em seus pecados, pode manter um relacionamento e aproximar-se do Deus três vezes santo. Negar essa idéia é provocar a hostilidade e ser censurado a ponto de ser uma oposição a todos os meros religiosos. Sim, isto foi muito do que levou Cristo a ser odiado impiedosamente pelos religiosos de Seus dias. Ele refutou suas afirmações, expôs sua hipocrisia, e então provocou seu ódio.

Aos “príncipes dos sacerdotes e anciões do povo” (Mateus 21.23), Cristo disse “os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no reino de Deus” (Mateus 21.31) e no final de seu discurso é dito que estavam “pretendendo prendê-lo” (v. 46). Eles atentaram para coisas externas, mas seu estado interno foi negligenciado. E por que os “publicanos e fariseus” entraram no reino de Deus adiante deles? Porque nenhuma pretensão religiosa obstruiu seu caminho; eles não tinham uma profissão de justiça própria para manter a qualquer custo, nem uma reputação piedosa para zelar. Pela pregação da Palavra, foram convencidos de seu estado de perdição, então colocaram-se no devido lugar diante de Deus e foram salvos. Algo que só pode acontecer com adoradores

A Natureza Da Verdadeira Adoração

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade” (João 4.24). Adorar “em espírito” contrastava com os ritos humanos e cerimônias impostas do Judaísmo. Adorar “em verdade” se opunha às superstições e ilusões idólatras dos perdidos. Adorar a Deus “em espírito e em verdade” quer dizer adorar de uma maneira apropriada para a revelação plena e final que Deus fez de Si mesmo em Cristo. Significa adorar espiritualmente e verdadeiramente. Significa dar a Ele o louvor proveniente de um entendimento iluminado e o amor de um coração regenerado.

Adorar “em espírito e em verdade” se opõe à adoração carnal que é externa e espetacular. Exclui toda adoração a Deus com os sentidos. Nós não podemos adorá-lO, que é “Espírito”, observando uma arquitetura linda e janelas de vitrais, ouvindo as notas de um órgão caro ou sentindo o aroma doce de incenso. Nós não podemos adorar a Deus com nossos olhos e ouvidos, ou nariz e mãos, porque eles são “carne” e não “espírito”. “Importa que adorem em espírito e em verdade” exclui tudo aquilo que é do homem natural.

Adorar “em espírito e em verdade” exclui toda adoração emocional. A alma é o centro das emoções, e muitas das supostas adorações do Cristianismo atual são apenas emocionais. Anedotas tocantes, apelos entusiastas, oratória comovente de uma personalidade religiosa, tudo é calculado para produzir isto. Hinos lindos cantados por um coro bem ensaiado, trabalhados de uma forma que nos leva às lágrimas ou a êxtases de alegria. Isto pode excitar a alma, mas não pode, nem jamais afetará o homem interior.

A verdadeira adoração é a adoração de um povo redimido, unido ao próprio Deus. Os não-regenerados entendem “adoração” como uma observância daquilo que Deus requer deles, e que não dá a eles nenhuma alegria como eles procuram demonstrar. Muito diferente disto é o que acontece com aqueles que nasceram do alto e foram redimidos pelo sangue precioso. A primeira vez que a palavra “redimido” ocorre na Escritura é em Êxodo 15 , e é lá também, pela primeira vez, que vemos um povo cantando, adorando e glorificando a Deus. Lá, às margens do Mar Vermelho, esta Nação que foi tirada da casa da servidão e liberta de todos os seus inimigos une-se em louvor a Jeová. (N.T.: Na maioria das versões em português, a palavra em Êxodo 15 é “libertado”; a NVI se aproxima mais ao usar “resgatado”).

“Adoração” é a nova natureza no crente levando-o à ação, voltando-se à sua divina e prazerosa Origem. É aquilo que é “espírito” (João 3.6) voltando-se a Ele, que é “Espírito”. É aquilo que é “feitura” de Cristo (Efésios 2.10) voltando-se a Ele, que nos recriou. São os filhos, de forma espontânea e grata, voltando-se em amor a seu Pai. É o novo coração gritando “Graças a Deus pelo seu dom inefável!” (II Coríntios 9.15). São os pecadores, purificados pelo sangue, exclamando “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Efésios 1.3). Isto é adoração; assegurada de nossa aceitação no Amado, adorando a Deus porque Ele fez Cristo estar em nós, e porque Ele fez nós estarmos em Cristo.

É digno de nossa atenção especial observar que a única vez em que o Senhor Jesus chegou a falar sobre o assunto da Adoração foi em João 4. Mateus 4.9 e Marcos 7.6,7 são citações do Antigo Testamento. Isto certamente tocará nossos corações se percebermos que a única ocasião em que Cristo fez alguma observação direta e pessoa quanto à adoração foi quando Ele conversava, não com um homem religioso como Nicodemos, ou mesmo com Seus apóstolos, mas com uma mulher, uma adúltera, uma Samaritana, uma quase pagã! Verdadeiramente os caminhos de Deus são diferentes dos nossos.

A esta pobre mulher nosso Senhor bendito declarou “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4.23). E como o Pai “procura” adoradores? O contexto inteiro não nos dá a resposta? No início do capítulo, o Filho de Deus inicia uma jornada (vv. 3 e 4). Seu objetivo era buscar uma de Suas ovelhas perdidas, revelar-Se a uma alma que não O conhecia, livrar a mulher dos desejos da carne, e encher seu coração com Sua graça suficiente, e isto, para que ela pudesse encontrar a infinitude do amor divino e dar, em retorno, este louvor e adoração que apenas um pecador salvo pode dar.

Quem pode não perceber que, na jornada que Ele tomou a Sicar com o objetivo de encontrar esta alma desolada e ganhá-la para Si próprio, temos uma bendita sombra da jornada ainda maior que o Filho de Deus tomou – deixar a paz, o gozo e a luz dos céus, descer a este mundo de conflito, escuridão e desventura. Ele veio aqui procurar pecadores, não apenas salvá-los do pecado e da morte, mas concedê-los beber e deleitar-se com o amor de Deus como nenhum anjo pôde prová-lo; que, de corações transbordantes com a consciência de sua dívida com o Salvador, e a gratidão ao Pai por ter entregue Seu Filho amado a eles, ao perceber e aceitar Sua excelência suprema, possam expressar-se diante dEle como aroma suave de louvor.Isto é adoração, e o reconhecimento do amor irresistível de Deus e o sangue redentor de Cristo são a causa disto.

Uma dos mais abençoados e belos exemplos registrados no Novo Testamento do que a adoração é se encontra em João 12.2,3. “Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então Maria, tomando um arrátel de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento”. Como alguém já disse, “ela não veio ouvir um sermão, apesar do Príncipe dos Pregadores estar ali. Sentar-se aos Seus pés e ouvir Sua palavra não era naquele momento seu objetivo, não importa quão abençoador isto seja em sua devida circunstância. Ela não veio para encontrar os santos, entretanto preciosos santos estavam ali; nem a comunhão com eles; mesmo sendo uma benção, naquele instante não era seu objetivo. Ela não procurou, depois de uma semana de trabalho, por descanso; mesmo sabendo bem dos abençoados campos de descanso que havia nEle. Não, ela veio para pôr diante dEle aquilo que ela tinha ajuntado por tanto tempo, aquilo que era a mais valiosa de suas posses terrenas. Ela não pensou como Simão, o leproso, sentado agora como um homem limpo; ela foi além ds apóstolos; e, então, também, de Marta e Lázaro, irmã e irmão na carne e em Cristo. O Senhor Jesus preencheu seus pensamentos: Ele havia ganho o coração de Maria e agora tomou todos os seus sentimentos. Ela não tinha olhos para ninguém além dEe. Adoração e homenagem eram, naquele momento, seu único pensamento – extravasar a devoção de seu coração diante dEle”. Isto é adoração.

O assunto da adoração é muito importante, ainda asim é um dos temas que temos as idéias mais vagas. Lemos em Mateus 2 que os magos levavam seus “tesouros” para presentear a Cristo (v. 11). Eles deram ofertas caras. Isto é adoração. Não é vir para receber dEle, mas render-se diante dEle. É a expressão de amor do coração. Oh, que possamos trazer ao Salvador “ouro, incenso e mirra”, isto é, adorá-lO por causa de Sua glória divina, Sua perfeição moral e Sua morte de aroma suave...

O alvo da adoração é Deus; e o inspirador da adoração é Deus. Só pode satisfazer a Deus aquilo Ele tenha por Si mesmo produzido. “SENHOR... tu és o que fizeste em nós todas as nossas obras” (Isaías 26.13). É somente quando o Cordeiro é exaltado no poder do Espírito que os santos ão levados a cantar “A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador” (Lucas 1.46,47). A ausência generalizada e concupiscente desta adoração que é “em espírito e em verdade” deve-se a uma ordem de coisas sobre as quais o Espírito de Deus não guia, onde o mundo, a carne e o diabo têm toda liberdade. Mas mesmo em círculos onde o mundanismo, em suas formas mais vis, nao é tolerado, e em que a ortodoxia é tolerada, e onde a ortodoxia ainda é preservada, existe, quase sempre, uma notável ausência desta unção, esta liberdade, esta alegria, que são inseparáveis do espírito da verdadeira adoração. Por que isto acontece? Por que em algumas igrejas, grupos familiares, uniões masculinas, onde a mensagem da Palavra de Deus é ministrada, nós agora mui raramente encontramos este transbordar do coração, estes manifestações espontâneas de adoração, estes “sacrifícios de louvor”, que deveriam ser achados entre o povo de Deus? Ah, a resposta é difícil de encontrar? É porque há um espírito entristecido neste meio. Esta, meus amigos, é a razão pela qual hoje existem tão poucos ministérios de Cristo vivos, confortadores e que produzem adoração.

Obstáculos À Adoração

O que é adoração? Louvor? Sim, e mais; é um amor fluindo de um coração que está completamente seguro da excelência dAquele diante de quem o coração ajoelha-se, expressando sua mais profunda gratidão por Seu dom inefável. Aqui está claramente algo que é o primeiro obstáculo à adoração de um filho de Deus – a falta de segurança. Quanto mais eu retenho dúvidas quanto à minha aceitação em Cristo, mais eu permanecerei em um estado de incerteza em relação à expiação por meus pecados no Calvário. É impossível que eu, realmente, adore e louve a Ele por Sua morte por mim; certamente não poderei dizer “eu sou do meu Amado e Ele é meu”. É uma das ferramentas favoritas do inimigo para manter os cristãos no “Cativeiro da Rejeição”, já que seu objetivo é que Cristo não receba dos cristãos a honra de seus corações...

Outro grande obstáculo à adoração é a falha em julgar a nós mesmos pela Sagrada Palavra de Deus. Os sacerdotes de Israel não podiam ir de qualquer jeito até o altar de bronze no átrio exterior do tabernáculo. Era necessário cuidar que, antes que entrassem no Santo Lugar, para queimar o incenso, eles se lavassem na pia. Aproximar-se da pia de bronze nos fala do rigoroso julgamento do crente sobre si mesmo (cf. I Coríntios 11.31). O uso de sua água aponta para a aplicação da Palavra a todos os nosso atos e caminhos.

Agora, assim como os filhos de Arão estavam debaixo de pena de morte (Êxodo 30.20) se não se lavassem na pia antes de entrarem no Santo Lugar para queimar incenso, também o cristão hoje deve ter as impurezas do caminho removidas antes que ele possa aproximar apropriadamente de Deus como um adorador. Falhar neste ponto leva à morte, isto é, eu continuo sob o poder contaminador das coisas mortas. As impurezas do caminho são resultado de minha caminhada através de um mundo de “separados da vida de Deus” (Efésios 4.18). Se isto não for removido, então eu continuo debaixo do poder da morte num sentido espiritual, e a adoração se torna impossível. Isto nos é demonstrado plenamente em João 13, em que o Senhor diz a Pedro “Se eu te não lavar, não tens parte comigo”. Quantos são os cristãos que, ao falharem em não colocar seus pés nas mãos de Cristo para limpeza, são impedidos de exercer suas funções e privilégios sacerdotais.

Um outro obstáculo fatal à adoração precisa ser mencionado, e este é o Mundanismo, que significa as coisas do mundo obtendo lugar nos desejos do cristão, seus caminhos tornando-se “conformados com este mundo” (Romanos 12.2). Um exemplo disto é encontrado na história de Abraão. Quando Deus o chamou para deixar a Caldéia e ir para Canaã, ele abriu uma concessão: foi apenas até Harã (Gênesis 11.31, Atos 7.4) e habitou ali. Harã foi uma casa à meio-caminho, uma área inóspita entre ela e as bordas de Canaã. Mais tarde Abraão atendeu completamente ao chamado de Deus e entrou em Canaã, e “edificou ali um altar (algo que fala de adoração) ao SENHOR” (Gênesis 12.7). Mas não existe menção alguma de ele construir qualquer “altar” durante os anos em que viveu em Harã! Oh, quantos filhos de Deus hoje estão comprometidos, habitando numa casa no meio do caminho, e como conseqüência, eles não são adoradores. Oh, que o Espírito de Deus possa trabalhar de tal forma sobre e dentro de nós que o idioma das nossas vidas, assim como dos nossos corações e lábios, possa ser “Digno é o Cordeiro” – digno de uma consagração do coração por completo, digno de uma devoção imensa, digno deste amor que é manifestado por guardar Seus mandamentos, digno de uma adoração verdadeira. Que seja assim, por amor de Seu nome.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Criados para o Louvor da Glória de Deus

            “Criados para o louvor da glória de Deus” (Isaías 43.21). Algumas vezes não entendemos o significado exato da palavra louvor e, quase sempre, estamos equivocados quanto ao significado da palavra adoração. Por um instante achamos que essas palavras têm o mesmo significado ou conotação. A frase... “Criados para o louvor e a glória de Deus”, significa que fomos criados para elogiar, com tudo que temos e somos e com toda a expressão física dada por Deus a nós – em nosso lazer, em nossa casa, em nosso trabalho, na direção do nosso veículo, com os nossos atos e atitudes, exaltando, engrandecendo e glorificando o nosso Deus criador; pois só Ele é digno de receber todo o louvor da criação terrestre (Sl 148.1) e celeste (Sl 148.2) porque todas as coisas vieram a existir e foram criadas por Ele, por causa da sua vontade (Ap 4.11). Adorar é conhecer Deus de perto, é relacionar-se intimamente com Ele, é viver diariamente como verdadeiro templo do Espírito Santo de Deus, glorificando a Deus em qualquer circunstância.

            O ato de louvar é uma expressão externa resultante de uma atitude interna na vida de um servo de Deus. O salmista declara que devemos louvar (elogiar) a Deus com todo o tipo de instrumento e com toda a nossa expressão: com as palmas, com a dança, com o levantar de mãos, com o dobrar dos nossos joelhos, com brados de júbilo, com a marcha e com o fôlego de vida, pois temos vida em Deus e em abundância. Para louvar a Deus, precisamos fazê-lo como um adorador verdadeiro; senão, cairemos no mesmo erro que os fariseus quando foram exortados por Jesus: “... Bem profetizou Isaías a respeito de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios (louva-me, elogia-me, expressa-se com os lábios), mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram...” (Mc 7.6-9).

            Somos povo de Deus, vivendo por Ele e para Ele. Somos ministros do Senhor Jesus Cristo, canal do fluir do Espírito Santo de Deus aos santos das igrejas. E, como ministros, devemos nos preparar com oração e jejum, com a armadura espiritual polida e pronta para ser usada. Precisamos fazer a vontade de Deus, crucificando o nosso “eu”, colocando Jesus Cristo, o nosso Salvador, no trono da nossa vida, pois quando o meu “eu” estiver no trono da minha vida, Cristo estará pregado na cruz, mas quando o meu “eu” estiver pregado na cruz, Cristo estará no trono da minha vida (Hb 6.4-8). Façamos da nossa vida o motivo do louvor (elogio), com atitudes de um verdadeiro adorador, para a honra e glória de Jesus, nosso Senhor e Salvador.
  Texto extraído do livro. “Expressões de Louvor na Adoração”Autora: Nadyege Macário

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Galgando novos patamares espirituais.


Mateus 14.22-33.

22. E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco, e fossem adiante para o outro lado, enquanto despedia a multidão.
23. E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.
24. E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas; porque o vento era contrário;
25. Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, andando por cima do mar.
26. E os discípulos, vendo-o andando sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram com medo.
27. Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu, não temais.
28. E respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas.
29. E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus.
30. Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me!
31.E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?
32. E, quando subiram para o barco, acalmou o vento.
33. Então aproximaram-se os que estavam no barco, e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus.


Vemos nas Escrituras que Pedro era um homem muito parecido conosco, um indivíduo com fraquezas e pontos fortes. Ele era ousado em alguns momentos, porém se mostrava temeroso em outros. Às vezes, demonstrava estar em dúvida, enquanto em outras ocasiões parecia ter grande fé. O texto ilustra a inconsistência de Pedro com bastante propriedade.
            Pedro e os discípulos estavam em um barco no mar, lançados de um lado para o outro de um vento que surgira repentinamente. Enquanto observavam a tempestade, Pedro viu Jesus andando na direção deles, SOBRE AS ÁGUAS. Diante daquele quadro espantoso _ uma pessoa caminhando sobre as ondas _, Pedro expressou grande fé ao pedir: “Senhor [...] se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas” (v.28). Ele sabia não estar vendo um fantasma. E, se aquele era realmente Jesus, então ele, Pedro, também poderia caminhar sobre o mar, porque Cristo faria aquilo acontecer. Pedro tinha fé para crer que, com Deus, tudo é possível (Mt. 19.26).
            Obviamente, quando Jesus disse: “Venha”, o discípulo saltou do barco e andou sobre as águas, na direção do Mestre. No entanto, quando a incredulidade brotou em seu coração, ele tirou os olhos de Jesus. Percebeu o vento soprando forte, e o medo tomou conta do seu íntimo. Então começou a afundar. Sua capacidade de permanecer sobre a água desapareceu no mesmo instante em que tirou os olhos de Jesus e fitou a tempestade ao seu redor.
            Pedro salvo depois que clamou a Jesus por ajuda. O Senhor declarou que fora a dúvida e o medo de Pedro, ou seja, a sua falta de fé, a razão de o discípulo ter perdido o poder sobrenatural para caminhe sobre as ondas. Deus queria que Pedro ingressasse em um novo território espiritual. Enquanto mantivesse os olhos longe das circunstâncias, seria bem-sucedido.
            Mesmo hoje, muitos crentes ainda não conseguiram alcançar tudo que Deus tem preparado para o seu povo no campo espiritual. O Senhor não queria que Pedro limitasse o que Ele desejava realizar naquele dia, e sente o mesmo com relação a nós. Ele deseja que enxerguemos ale, da tempestade, em busca de novos patamares espirituais. E, quando isso acontecer, devemos levantar-nos e tomar posse desse novo nível espiritual, como Pedro fez quando andou sobre as águas.
            Galgar esses novos níveis vendo os dons do Espírito fluir através de nós não será fácil. Para muitos cristãos, é mais fácil e mais confortável permanecer exatamente onde estão em vez de avançarem nesses novos níveis de crescimento espiritual. Eles sabem que, assim que galgarem novo patamar terão a responsabilidade de produzir novos frutos. Na verdade, não há limites para crescer, exceto as limitações que nós mesmos criamos.
            Devemos olhar adiante e enxergar esses novos níveis espirituais, os quais Deus deseja que conquistemos. O Senhor não quer que permaneçamos alheios, assentados no banco, enquanto outros crentes alcançam novos patamares espirituais. Ele não deseja que fiquemos apenas observando os cristãos vitoriosos, achando que nunca alcançaremos o mesmo sucesso.
No versículo 32 fala que os discípulos que ficaram no barco adoraram a Jesus reconhecendo que Ele era o Filho de Deus. De incrédulos a ponto de acharem que Jesus era um fantasma (v.26), eles reconheceram o poder sobrenatural de Deus. Mas, só reconheceram depois de terem visto a ousadia de Pedro em experimentar deste poder sobrenatural. A sua atitude de se levantar e ousar viver novas experiências em Deus fará com os que te cercam reconhecer que Deus liberou para sua vida o mesmo poder sobrenatural que agia através de Jesus.
            Deus nos manda AGIR. Ele afirmou que tudo que possui nos pertence. NÃO HÁ LIMITES. Determine até onde você deseja ir, siga em frente e tome posse da terra. Tome uma atitude e caminhe sobre as águas com Jesus. 

By. Suzane Antunes.
Palavra ministrada na consagração da Juventude TV - 04/09/2010